caMAleÃO

Setembro 20, 2008

peixe:aviao camaleão
talvez ainda esteja, antes de amanhecer,
a dormir acordado
como quem esteja a dormir num dia mau,
e não queira que acabe ali
solto-me ao rigor de deixar-me improvisar,
no pior que aconteça
se deixasse ver um bocado mais de mim,
perderia o disfarce
sou um gigante na sombra que colhi
das formas e peles que encarno ao calhas;
vestido de gente, sou como faço crer: dissimulante.
sou como um licor de sabor abandonado: mau de azedume
amansei o travo e a urgência de beber dos lábios veneno
sou um gigante na sombra que colhi
das formas e peles que encarno ao calhas
vestido de gente, sou como faço crer:
dissimulante.

40.02

Setembro 20, 2008

“Enquanto nadava, um peixe que assobiava bolhas e acordes pensou para si: “Como será o som fora de água? Só há uma maneira de saber… tenho de aprender a voar.” E assim nasceu o peixe : avião e a sua música. Aprender a voar, mesmo sem penas, através da imaginação. Fluir como nadar, mesmo na ausência de água, através do pensamento.

Uma nova e boa surpresa…em português.

Chamam-se Peixe:Avião, são de Braga e são compostos por André Covas – guitarras e sintetizador, Luís Fernandes – guitarras e electrónica, Pedro Oliveira – bateria e percussão, Ronaldo Fonseca – voz e sintetizador e Zé Figueiredo – baixo e mellotron. Imbuídos de um forte espírito indie, a música deste Peixe:Avião esvoaça pelo ar com uma vagueante e melancólica sonoridade. Pelo ar, por terra ou pela água, as influências vêm das ilhas britânicas; a poesia, cuidada e em português, dá ao projecto uma personalidade própria.”

http://www.zoom.pt/novembro2007/novembro2007Peixe-aviao.html

Ontem à noite no Passos Manuel, provaram que são, efectivamente, uma promessa no globo nacional.

…hoJe…

Setembro 19, 2008

Hoje sinto-me a pessoa mais pequena à face da Terra, vazia, com um vazio que não dá para preencher, como me diziam no outro dia…

Hoje tenho consciência do porquê da profissão que tenho, apesar do stress e das frustrações…

Hoje tenho consciência da insignificância da vida, quando não é vivida…

Hoje tenho uma nova dor no peito e a antiga a latejar…

Hoje quero voltar… para aquele mundo só meu…

 

 

 

 

Depois de uma semana como esta, merecia aí uns três destes…